Arquiteto italiano projeta a maior floresta vertical do mundo

Até o final deste ano, Milão, uma das cidades mais poluídas da Itália, vai ganhar a “primeira floresta vertical do mundo”, o prédio Bosco Verticale. Serão são duas torres residenciais de 110 e 76 metros com as fachadas cobertas com 900 árvores de até 9 metros de altura e diversas outras plantas. O conceito, do arquiteto Stefano Boeri, é construir um prédio que produz oxigênio, absorve gás carbônico e protege os moradores da radiação solar.

Para se ter uma ideia, a vegetação do Bosco Verticale ocuparia uma área de 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol de floresta. A invenção de Boeri foi destaque no jornal inglês Financial Times, ao lado de outras construções “verdes” pelo mundo.

Os dois prédios serão cobertos por um sistema que otimiza, recupera e produz energia, ao mesmo tempo que filtra a poluição do ar. As torres terão sistemas de energia eólica e fotovoltaica para aumentar o grau de autossuficiência energética e a irrigação será feita pelo reaproveitamento da água produzida pelo edifício.

“É um projeto de reflorestação metropolitana, que contribui para a regeneração do ambiente e biodiversidade urbana. A diversidade de plantas e as suas características produzem umidade, absorvem CO2 e as partículas sujas, produzindo, assim, oxigênio e protegendo da radiação e da poluição acústica, promovendo a melhoria da qualidade de vida e o armazenamento de energia”, explica Boeri em seu site oficial.

Para o arquiteto, prédios com árvores e plantas são tendência, uma forma de trazer o verde de volta às grandes metrópoles de concreto. “Esta é uma resposta necessária à expansão da cidade moderna”, conclui.

 

 

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