10 razões que fizeram o SWU 2011 entrar para a (sua) história

No segundo ano de festival a gente mudou de casa, mas a vontade de fazer um evento para você nunca mais esquecer foi a mesma. O festival, bem mais abrangente, abriu as portas para a música pop, com o furacão do Black Eyed Peas e a banda oitentista Duran Duran, homenageou o rock sulista com o Lynyrd Skynyrd e encerrou com o “show-macumba” do Faith no More. Mas ainda teve muito, muito mais! Separamos 10 momentos que vão fazer você morrer de saudade daqueles três dias em Paulínia!

1 – Primeiro show do Lynyrd Skynyrd no Brasil: Valeu a pena a espera, hein? Uma das bandas mais importantes de southern rock, dona de um dos solos mais memoráveis  da música pisou pela primeira vez em solo brasileiro para fazer um show perfeito. E o espetáculo não foi só no palco, não. Bonito mesmo foi ver os fãs com bandeiras confederadas nos ombros, com a cara pintada de vermelho, branco e azul, prontos para ouvir “Simple Man”, “Freebird” e “Sweet Home Alabama”.

2 – Damian Marley cantando músicas do pai: Além de passear pelos hits de sua carreia solo, Damian “Jr. Gong” Marley fez uma bela homenagem a seu pai, Bob Marley, e emocionou os fãs de reggae na plateia. Com “Get up, Stand up” e “Is this love”, o filho do rei colocou o SWU inteiro para dançar.

3 – Banda vence concurso e abre o SWU 2011: O SWU apoiou um concurso para escolher a banda nacional que abriria, oficialmente, a segunda edição do festival. Foram mais de 600 bandas e quase 2 mil vídeos inscritos. A parada foi dura, mas a banda Cruz desbancou os concorrentes e teve a honra de ser a primeira a pisar no palco do SWU 2011.

4 – Show sangrento do Down: Quem conhece o Phil Anselmo de outros “carnavais” sabe que o show do Down no SWU não seria menos do que animal. Endiabrado, o vocalista berrou, pulou, cuspiu e, já na primeira música, bateu o microfone na própria cabeça. Sangue, suor, riffs pesados e um frontman que dominou da plateia, tão insandecida quanto. E na última música, o hit “Stone the Crow” o filete de sangue ainda estava lá!

5 – Último show do Sonic Youth: Os rumores de separação começaram quando o líder Thurston Moore a baixista Kim Gordon anunciaram o fim do casamento. Não deu outra, a banda declarou, no fim de novembro de 2011, que ia dar “um tempo”. E o show sensacional e barulhento que eles fizeram no SWUfoi o último. Quem viu, viu.

6 – Neil Young no Fórum de Sustentabilidade: Mestre da música folk e engajado nas causas sustentáveis, Neil Young veio ao SWU, no II Fórum Global de Sustentabilidade, para contar a sua experiência com a sua caranga, um Lincoln Continental 1959 transformado em carro híbrido, que não polui. Ah, e quem esteve lá deve ser lembrar: o velho Neil completou 66 anos de vida no dia de sua palestra!

7 – Show do Black Eyed Peas: Já viu uma pista de dança com mais de 60 mil pessoas? Will.I.Am, Fergie e o resto da turma fizeram do SWU uma grande balada! Pump it, My Humps, I gotta a feeling, Boom Boom Pow… nenhum hit dançante foi deixado de lado. E Will.I.Am ainda deu uma de DJ no meio do show, tocou músicas do Rei do Pop, Michael Jackson, e deixou a festa ainda melhor.

8 – Palco alternativo: Menor em tamanho que o Energia e o Consciência, mas não em qualidade. O palco New Stage trouxe grandes nomes da cena alternativa nacional e internacional. Saca só: Ash, Hole e sua intempestiva Courtney Love, o duo Matt & Kim, Is Tropical, Crystal Castle, Sabonetes, Apolonio, Copacabana Club… Fica até difícil dizer qual show foi mais bacana.

9 – Alice in Chains volta ao Brasil: Refeita das tragédias e com um vocalista novo, a banda Alice in Chains voltou ao país para um show nostálgico. A banda lembrou o ex-membro Layne Staley, morto em 2002, com a canção “Black Gives Way to Blue”, e ainda hits grunges como “Would?”, “Man in the box”, “Down in a hole” e “We die Young”. Foi como se anos anos 90 estivessem de volta.

10 – Faith no More monta um “terreiro” no palco: Palco todo branco, cheio de flores e um Mike Patton vestido de Zé Pilintra, bebendo e fumando um cachimbo. Assistir show do Faith no More é ser surpreendido, sempre. Até com o setlist, que “renegou” We Care a Lot, mas mandou clássicos como Epic, Easy, Evidence (cantada em português!) e Ashes to Ashes. Pra completar, Mr. Patton desceu do palco, enlouquecendo os fãs.

(Caroll Almeida)

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