Duran Duran promete volta ao passado durante show no SWU 2011

Nos anos 80 o sucesso do Duran Duran foi tão arrebatador que o grupo foi apelidado de Fab Five, em referência a outra bem sucedida banda britânica, os Beatles (que eram chamados de Fab Four). É para essa década que a banda promete levar os fãs durante o show no SWU Music na Arts Festival 2011.

“Todo show é uma retrospectiva e é como se nós contássemos toda a história do Duran Duran”, disse John Taylor, baixista da banda, em entrevista exclusiva ao Portal SWU. O novo disco, All you need is now, foi bem recebido pela crítica e já é considerado o melhor deles desde Rio, álbum clássico de 1982.

John Taylor, durante a entrevista, falou das canções que os fãs vão ouvir e das vezes em que estiveram no País. “Nosso público no Brasil é fantástico”, elogiou. O baixista ainda falou como foi trabalhar, pela segunda vez, com Mark Ronson, o produtor por trás de Amy Winehouse. Confira!

O grupo acabou de lançar um novo álbum, All you need is now. Como vai ser fazer um show que promove o disco novo para um público que estará ansioso para ouvir os clássicos?

Tentamos sempre balancear os álbuns antigos e os novos, os clássicos e as canções recentes, levando em conta o que achamos que o público gostará de ouvir e o que nós queremos tocar. Todo show é uma retrospectiva e é como se nós contássemos toda a história do Duran Duran.

Os fãs que esperam ouvir músicas como “Come Undone”, “Save a Prayer” e “Notorious”, por exemplo, podem ter essa garantia?

Sim, os sucessos serão tocados, mas dessas que você mencionou, eu só posso garantir duas, mas não vou dizer quais são. Será surpresa!

No show do Coachella, você fizeram cover de “Poker Face”, da Lady Gaga. Os fãs brasileiros podem esperar alguma surpresa do tipo?

Nós tocamos essa música por diversão. Descobrimos que ”Poker Face” iria bem com “Girls on Film”, então tocamos uma atrás da outra, como numa jam. E funcionou! As pessoas curtiram muito. Mas é o tipo da coisa que quando o público já espera que aconteça, perde a graça. Então, eu creio que não faremos esse cover no festival SWU.

Mark Ronson, produtor de All you need is now e também conhecido pelos trabalhos com Amy Winehouse. Como foi trabalhar com ele?

Foi fantástico! É uma ótima pessoa, um cara talentoso e um grande fã do Duran Duran, então nossa relação foi boa. Nós estamos muito felizes com o resultado do trabalho do Mark. Estamos muito orgulhosos do álbum.

Ajuda, ou acaba atrapalhando trabalhar com alguém que é fã declarado?

Duran Duran é uma marca, como Dior ou outra qualquer. É preciso que pessoas novas entrem nos projetos, para dar um refresco, agregar algo diferente ao grupo. É para isso que servem os produtores. Então, no nosso caso, é sempre melhor trabalhar com alguém que entenda o DNA do Duran Duran, ou caso contrário, a pessoa pode transformar a banda em outra, vão tentar fazer um Arcade Fire, por exemplo. E tudo o que a gente queria era fazer um bom álbum do Duran Duran. E o Mark entende o nosso DNA.

A crítica especializada tem dito que este é o melhor álbum desde Rio, de 1982. Podemos dizer que o Duran Duran voltou ao passado?

As referências do Mark foram os primeiros álbuns, ele quis tirar bastante coisa daquela mixagem, então, sim. Mas eu não acho que há algo de errado nisso. A maioria das bandas é influenciada pelo o que foi feito no passado.

Vocês estiveram no Brasil por duas vezes já, em 1988, no auge, e em 2008. O que a banda espera nessa terceira visita?

Nosso público no Brasil é fantástico. Sempre nos divertimos muito e em São Paulo sempre foi legal. Fizemos shows bacanas por aí. E nos últimos anos, a expectativa pela banda cresceu também. Estamos muito empolgados com a oportunidade de tocar em um grande festival e esperamos uma experiência fantástica.

O SWU é um festival de música e também de sustentabilidade. O Duran Duran faz algo em prol dessa questão?

Eu estou feliz por fazer parte de um evento que dissemina essa preocupação, que encoraja um modo de vida sustentável. Não vamos fazer “pregações” a respeito disso, mas estamos felizes por fazer parte.

 

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